Entre quadros e notas: Covilhã lança projeto que junta música e arte

O Município da Covilhã lançou, na Galeria António Lopes, o projeto “O Piano ao Meio”. A iniciativa pretende dinamizar o espaço expositivo e promover jovens músicos, mas o primeiro concerto ainda não tem data definida.

A iniciativa integra a programação cultural local e surge num contexto de crescente aposta em formatos que privilegiam a proximidade entre artistas e público, em alternativa às apresentações mais convencionais. O projeto teve início em março, através de uma open call dirigida a estudantes e a pessoas ligadas ao universo da música interessadas em atuar no local. Até ao momento, ainda não foram realizados concertos, encontrando-se a iniciativa em fase de receção de inscrições, de acordo com informação fornecida pela chefe da Divisão da Cultura na Câmara Municipal da Covilhã, Patrícia Pinto.

 A proposta passa por uma reorganização do espaço performativo da Galeria António Lopes, colocando o piano, habitualmente utilizado em inaugurações ou eventos pontuais, no centro da galeria. Esta disposição permite a circulação livre dos espectadores e rompe com a lógica frontal dos concertos tradicionais, criando uma maior envolvência entre o artista, o público e as obras expostas. 

 Segundo a mesma responsável, o objetivo passa por proporcionar uma experiência artística integrada, onde a música e as artes visuais coexistem no mesmo espaço, permitindo ao público assistir a uma performance musical enquanto percorre a exposição. A iniciativa procura ainda incentivar a revisitação das exposições, contrariando a tendência de uma única visita por parte do público. 

 Patrícia Pinto explica que o projeto pretende não só dinamizar o espaço expositivo, mas também dar visibilidade a jovens artistas emergentes e apoiar o seu desenvolvimento artístico. Atualmente, a iniciativa já conta com nove inscritos. A maioria dos interessados continua a provir de fora da Covilhã, contrariando as expectativas iniciais de maior adesão por parte da comunidade local. 

 As sessões deverão arrancar após a Páscoa, estando o seu início previsto para o mês de abril. A open call mantém-se ativa, reforçando a intenção de continuidade do projeto. A iniciativa não tem uma data de término definida, funcionando de forma contínua e acompanhando a programação expositiva da galeria. 

Pode ler também