Estudantes saem à rua contra o aumento de propinas

Milhares de estudantes manifestaram-se em Lisboa contra o aumento das propinas e exigiram mais apoios sociais, evidenciando o crescente descontentamento no ensino superior em Portugal.

Milhares de estudantes encheram as ruas de Lisboa no dia 24 de março, nas comemorações do Dia Nacional do Estudante, onde mais de quarenta estruturas do Movimento Associativo Estudantil marcaram presença. No percurso, da Praça do Rossio à Assembleia da República, ouviam-se como principais reivindicações a gratuitidade do ensino, mais bolsas e alojamento.

O principal motor deste movimento foi o descongelamento de propinas e a nova reforma do Sistema de Ação Social, apresentada no final do ano passado pelo ministro da educação. No passado ano letivo foram atribuídas 84 215 bolsas, sendo que 70% dos bolseiros receberam a bolsa mínima, que corresponde a 871,35€ anuais.

 

 

Nos cartazes algumas das principais palavras de ordem dos estudantes foram “Milhares para a guerra e tostões para o ensino”, “Propinas dói”. A Associação Académica da Universidade da Beira Interior juntou-se aos protestos com o lema, “não há reforma sem voz, não há futuro sem nós”. Carolina Dias dirigente associativa afirma a “…importância de garantir uma representação estudantil forte nos órgãos de governação, bem como a necessidade de melhorias reais na Ação Social.”

Na manifestação estiveram presentes o secretário-geral do PCP Paulo Raimundo, coordenador do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza e a deputada do PAN Inês Sousa Real. Os representantes parlamentares afirmam que apoiam os estudantes, e que estão do seu lado na luta por melhores condições de alojamento, e mais apoios.

Por outro lado no mesmo dia, o Ministro da Educação Fernando Alexandre volta a defender o aumento das propinas no ensino superior, uma das medidas mais contestadas. Á frente da Assembleia da República e para encerrar os protestos, os estudantes juntaram-se a cantar “Grândola Vila Morena”, e afirmaram com orgulho defender “25 de abril sempre, fascismo nunca mais”.

 

 

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