No dia 20 de abril, o Salão Nobre dos Paços do Concelho, na Covilhã, recebeu a sessão de apresentação do projeto Bairro Comercial Digital.
Este projeto tem como objetivo a digitalização do comércio tradicional onde os comerciantes podem colocar os seus produtos online num só espaço. As lojas poderão ser vistas através de realidade aumentada permitindo aos utilizadores ver as lojas em 360º, ver o stock, as promoções e encomendar os produtos.
Esta iniciativa inclui também a colocação de bancos com painéis solares para carregamento móvel, internet 4G, painéis interativos para que as pessoas se possam situar na cidade e saber onde é cada estabelecimento e ainda cacifos digitais onde podem recolher encomendas a qualquer hora do dia.
Um elemento nesta ação é a formação dirigida aos comerciantes para aprenderem a utilizar as ferramentas do bairro digital. João Marques, vereador na área da economia, da educação e do empreendorismo, refere que existe uma gestora do bairro que “para além do apoio na publicação, fará também uma gestão de conteúdos”, garantindo uma filtragem e qualidade da informação disponibilizada por cada loja.
O Bairro Comercial Digital representa um investimento global de 1 milhão e 26 mil euros e resulta de uma candidatura apresentada no mandato anterior tendo sido destacada por Hélio Fazendeiro, o atual Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, que sublinhou, durante a sessão, que o projeto “representa muito mais do que tecnologia”.
Apesar das expectativas positivas por parte da autarquia, entre os comerciantes o projeto é visto como uma oportunidade, mas também como um desafio que exige uma adaptação ao digital.
Paulo Runa, comerciante no centro da Covilhã, já utiliza as redes sociais como ferramenta essencial para o seu negócio e acredita que esta iniciativa pode reforçar essa presença online. Refere ainda que “é mais trabalhoso, é preciso disponibilizar muito tempo, mas quem quer andar tem de fazer as coisas.”
O Bairro Comercial Digital afirma-se como um passo na adaptação do comércio tradicional às novas exigências do mercado, num equilíbrio entre a identidade local e a transformação digital. Este enquadra-se numa linha de financiamento, já presente em 95 municípios com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O objetivo é tornar os centros urbanos mais competitivos, conectados e atrativos, tanto para residentes como para visitantes.





















