“A UBI não foi a universidade que eu escolhi, mas foi a universidade de que eu precisava”

Alunas da UBI numa das suas primeiras aulas do ano
Com o início de um novo ano letivo, mais de 1300 estudantes iniciam uma nova etapa na Universidade da Beira Interior. Entre a distância de casa, a adaptação à Covilhã e as expectativas para o futuro, quatro alunas contam como estão a viver os primeiros dias na universidade.

Há quem esteja a 30 minutos de casa e possa voltar quando quiser, há quem deixe a família pela primeira vez para abraçar uma nova aventura e há quem atravesse continentes para chegar à Universidade da Beira Interior (UBI). Cada estudante tem uma história, um percurso e motivações diferentes.

Laryssa, de 19 anos, veio de Águeda, no distrito de Aveiro. É brasileira, mas vive em Portugal há oito anos e é caloira na UBI. A aluna inicia, neste ano letivo, a licenciatura em Psicologia. “A UBI não foi a universidade que eu escolhi, mas foi a universidade de que eu precisava”. A primeira opção para realizar a sua licenciatura foi a Universidade de Coimbra, mas ter sido colocada na UBI tem sido importante para o “desenvolvimento pessoal”. “Se eu fosse para Coimbra, estaria muito perto de casa e não teria a experiência de viver sozinha”, explica.

Apesar de ter considerado prosseguir os seus estudos também em Lisboa, a caloira confessa que o custo de vida na capital teve grande influência na sua decisão. Na Covilhã, encontrou uma alternativa mais económica.

Ao contrário de Laryssa, a Beatriz, do mesmo curso, sempre soube que a UBI seria a sua primeira escolha. “Para ser sincera, eu não tinha segunda opção”, conta. A forma como os alunos são acolhidos e integrados na universidade foi o fator que mais motivou a sua decisão.

Beatriz não conhecia a Covilhã e diz que a sua adaptação tem sido bastante positiva. A aluna escolheu ficar nas residências universitárias e sente-se satisfeita com as suas “colegas de quarto”. “A cidade tem superado as minhas expectativas”, acrescenta.

Laryssa também se surpreendeu com o ambiente universitário e com a vida académica na UBI. A aluna acreditava que “por ser uma cidade muito pequena”, a Covilhã seria pouco movimentada, mas explica que a animação e a união das pessoas lhe chamaram a atenção. Na sua primeira semana, já fez vários amigos e já saiu com eles muitas vezes: “As pessoas são muito recetivas”, diz.

O mais complicado, confessa a estudante, “é não poder conviver com a família”. “É a primeira vez que moro longe da minha mãe e, para mim, tem sido bastante difícil”, revela. Ainda assim, o apoio que tem encontrado junto dos outros estudantes, muitos deles também deslocados, faz com que se sinta “em casa”.

A distância é uma realidade também partilhada por Manuela, aluna do Mestrado em Ciências do Desporto, que vive agora a milhares de quilómetros dos pais e da irmã. Chegou diretamente do Brasil, há três meses, para estudar na UBI.

A UBI foi a sua primeira opção para realizar o mestrado. Tem família na Covilhã e viver com a tia enquanto completa o curso torna-se mais fácil financeiramente. O seu objetivo é concluir o mestrado e trabalhar na área, não no Brasil, mas em Portugal.

A sua colega de curso, por sua vez, vive uma realidade diferente. A UBI era a universidade que queria para a sua licenciatura, mas não conseguiu entrar devido à média. Concretiza agora, no mestrado, o sonho de estudar na Covilhã.  Ao contrário da Manuela, a estudante vem da Guarda e considera mais fácil regressar a casa todos os dias. “Fazer uma viagem de 30 minutos fica mais barato do que alugar um quarto”, explica.

Entre as diferentes experiências, as quatro alunas têm uma coisa em comum: ainda estão a adaptar-se às suas novas vidas. No caso da Beatriz, a aluna confessa que, quando ficou sozinha pela primeira vez, sentiu o que realmente estava a acontecer. “Após ter saído da praxe e reparar que tinha muito tempo vago, comecei a mentalizar-me de que estava longe de casa.”, afirma. Manuela, por sua vez, admite que ainda lhe está “a cair a ficha”, apesar de já ter chegado à Covilhã no início do verão.

Os próximos meses serão marcados pela criação de novas memórias, num novo ano letivo que está apenas a começar na Universidade da Beira Interior.

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