O Anfiteatro das Sessões Solenes, no Polo I da Universidade da Beira Interior (UBI), foi o palco, na passada sexta-feira, 22 de maio, para a apresentação da mais recente obra de Manuel José Santos Silva, antigo docente e reitor da instituição entre 1996 e 2009. O livro, intitulado “Geografia dos Afetos”, constitui um registo que funde a trajetória pessoal do autor com o próprio crescimento da universidade.
A cerimónia contou com a presença da atual reitora da UBI, Ana Paula Duarte, que destacou o papel fundamental de Manuel Santos Silva na afirmação da instituição. “O seu percurso inscreve-se numa época de consolidação da nossa universidade, marcado por desafios exigentes e por um trabalho contínuo de construção institucional”, afirmou a reitora, acrescentando que o contributo do antigo reitor “faz parte da memória coletiva da universidade e ajuda a compreender o caminho que temos vindo todos a trilhar”.
A apresentação da obra ficou a cargo de João Almeida Santos, diretor na Universidade Lusófona e conterrâneo do autor, que ofereceu uma visão sensível sobre a dedicação de Santos Silva à região e à academia. Durante a sua intervenção, Almeida Santos sublinhou a filosofia de vida do autor, comparando a sua entrega à universidade com os ciclos da natureza: “para o professor Santos Silva, a universidade tinha de ser como as árvores que dão frutos, como os rios que fluem em direção à foz, e naturalmente como o sol que nos ilumina, que brilha para nós”.
O apresentador do livro lembrou ainda as palavras do autor aquando da sua última lição e que espelham bem a ligação à instituição: “na minha casa moro eu, a minha família e nela mora também a UBI, porque a UBI faz parte da minha geografia dos afetos, porque a UBI faz parte de mim”.
Visivelmente emocionado, Manuel Santos Silva explicou que a obra não lhe pertence apenas a si, mas a toda a comunidade académica, integrando-se nas celebrações dos 40 anos da UBI. O antigo reitor descreveu o livro como um espelho da sua caminhada iniciada em 1975, sublinhando a simbiose entre a sua vida e a instituição: “o livro, hoje aqui apresentado é um pouco a minha história de vida, desde 75, que se confunde com a história do Instituto Politécnico da Covilhã e sua fundação, da passagem ao Instituto Universitário da Beira Interior e à Universidade da Beira Interior”.
O evento, aberto a toda a comunidade, serviu não apenas para lançar um livro, mas para homenagear um dos principais obreiros do ensino superior na Beira Interior.









