FAL acolhe exposição de protótipos no âmbito de projeto internacional

Trabalhos são desenvolvidos por alunos de Design Industrial, em colaboração com estudantes de uma universidade espanhola e de uma universidade turca. A ideia é desenvolver um sistema de contentores transportáveis para zonas mais remotas, com mobiliário articulado e adaptável a várias necessidades.

 

Está a decorrer na Faculdade de Artes e Letras (FAL) da UBI uma exposição de maquetes e protótipos de contentores relacionados com mobilidade global, da autoria de alunos do segundo ano de Design Industrial, para a unidade curricular de Design do Produto. Esta exposição é associada ao projeto EINSTUDIO, financiado pelo Erasmus +, da União Europeia, cuja iniciativa e o coordenador central é o professor H. Güçlü Yavuzkan, do Departamento de Design Industrial da Universidade de Gazi (Turquia). Há uma cooperação entre esta universidade turca, a Universidade da Beira Interior (Departamento de Artes) e a Universidade de Alicante (Espanha).

“A ideia é, dentro de um espaço mínimo, um contentor de seis metros, introduzir-se mobiliário articulado, para otimizar ao máximo o espaço que existe dentro desse contentor”, explica o docente da FAL Júlio Londrim.

São 11 equipas de trabalho, compostas cada uma por três alunos de Gazi, três alunos da UBI e um aluno de Alicante. São desenvolvidas seis peças de mobiliário, cada uma desenhada sob os princípios de articulação mecânica, “daí a cooperação da Universidade de Alicante, porque eles são especialistas nos mecanismos, sendo que os alunos de Gazi e da UBI contribuem com o Design Industrial, design de produto”, explica Júlio Londrim.

Dentro do projeto, existem cinco temas de trabalho a desenvolver pelos alunos: contentores para emergência médica, abrigo de emergência para famílias, ecoturismo, bases científicas para exploração em sítios remotos e espaço de coworking para startups. Na primeira hipótese, a ideia é pegar num contentor, que pode ser transportado por camião, navio, helicóptero, “o contentor abre e lá dentro temos equipamento médico para servir a população vítima da catástrofe. O contentor está todo mobiliado, tem casa de banho, quartos e mobiliário recorre a articulações para permitir várias funcionalidades durante o dia, quer se pretenda que o espaço seja de descanso, para refeições ou para trabalho”, refere o docente da FAL. No caso do contentor assumir a função de abrigo de emergência para famílias, este está equipado para prestar apoio e alojamento a famílias de refugiados ou pessoas deslocadas por diversos motivos. A função para ecoturismo permite colocar uma unidade de alojamento para ecoturistas num local remoto perto da natureza, sem criar uma construção permanente. Júlio Londrim reforça que, “para este contentor o próprio mobiliário é feito segundo os conceitos do design sustentável para aproveitar os materiais e os valores culturais da região onde está introduzido”. Realtivamente às bases científicas para exploração em sítios remotos, os contentores adaptam-se ao local onde são inseridos, quer ao nível da geografia, do clima e do alvo a investigar. Por último, sendo um espaço de coworking para startups em locais com menos meios, qualquer pessoa pode aceder a este contentor, onde podem existir até várias startups numa fase inicial, cada uma com a sua zona de trabalho, e o espaço está preparado com uma mini-cozinha, para cerimónias de lançamento de produtos e permite rapidamente colocar um espaço que pode servir para startups em vários pontos.

“Isto, para já, é mais um lançamento de ideias relacionadas com mobilidade global para colocar no terreno estas maquetes e protótipos, transpô-los para a realidade e colocar estes contentores em espaços remotos com estas várias vertentes”, refere o docente.

A UBI recebeu, de resto, uma visita dos professores da Turquia e de Alicante, e alguns alunos, no passado dia 2 de junho, sendo que a exposição decorre em simultâneo nas três universidades. Através da plataforma digital com o mesmo nome – EINSTUDIO – decorrem aulas simultâneas nas três universidades, onde semanalmente e online os professores das referidas instituições de ensino veem os trabalhos, lançam críticas e sugestões e falam com os alunos através da plataforma. As classificações também são feitas pelos professores das três universidades.

Avaliação final dos projectos em Design Industrial das equipas internacionais

Há, ainda, uma empresa responsável pelo controlo de qualidade e outra que trata da coordenação entre as três entidades e a divulgação do projeto.

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