Terminou mais um ano letivo na Universidade da Beira Interior, uma Universidade que acolhe estudantes deslocados nas suas instalações.
A Covilhã afirma-se como uma cidade atrativa para os jovens portugueses virem passar os seus anos de estudante. Desde as ilhas ao norte do país, do Alentejo até ao Algarve, desde áreas mais rurais a grandes metrópoles, a Universidade tem crescido notavelmente neste sentido.
Artur Afonso estudante do segundo ano de biotecnologia destaca a instituição pela proximidade com professores e colegas. Já Luís Marques finalista do curso de Engenharia e Gestão Industrial fala da abertura da cidade aos estudantes e da fácil integração que teve ao longo dos três anos.
Sendo a Covilhã uma cidade no interior do país, muitos estudantes da zona optam pela UBI pela proximidade e até pelo receio das grandes cidades. Beatriz Vieira, aluna do primeiro ano e natural de Portalegre, refere exatamente o receio que sempre teve das grandes cidades: “Quando soube da existência da UBI na Covilhã, senti que era o sítio ideal para mim”, acrescentou a estudante.
Mas a Universidade não acolhe apenas estudantes da UBI, sendo casa também de alunos provenientes do litoral. “Sendo do litoral, sinto que a Covilhã é um local de comunidade. Ao contrário de Aveiro, esta cidade dá-me a sensação de que as pessoas não estão sempre a correr de um lado para o outro” diz Augusto Rocha aluno do primeiro ano em Ciências da Comunicação.
Grandes áreas metropolitanas como Lisboa ou Porto também estão representadas na Covilhã. Mariana Bruno, estudante do primeiro ano do curso de ciências da comunicação, cresceu área metropolitana de Lisboa e fala das duas cidades como quase opostas, porém valoriza muito a cidade neve no seu crescimento pessoal.
No sentido oposto, Cátia Lacerda, aluna do primeiro ano também do curso de ciências da comunicação, é proveniente de Alcanena, uma área mais pequena e mais rural, fala do choque em vir para uma cidade maior como a Covilhã. “Sendo a Covilhã uma cidade muito marcada pelo ensino universitário e por ter muitos estudantes deslocados, sinto que o ambiente que se vive é de bastante empatia e acolhimento”, acrescentou a estudante.
Numa universidade onde cerca de 80% dos alunos são deslocados, esta percentagem representa cerca de 8000 a 8500 jovens em 10000 estudantes na instituição, de acordo com o site oficial da Universidade








