
Mulheres de guerra à procura da paz
O mato, a cidade e o deserto. Entre 1961 e 1974, a geografia da Guerra Colonial Portuguesa foi também um palco feminino. Esquecidas pela história, as mulheres que acompanharam os militares portugueses para as comissões em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau foram mais do que um apoio emocional, foram a âncora de sanidade num cenário “desumanizador”. Entre esposas que trocaram a segurança da metrópole pelo desconhecido e enfermeiras paraquedistas que serviram de “mães” longe de casa, tornaram-se um pilar que levou alguma normalidade ao conflito, amparando o pós-guerra. Foram vidas que provaram que o papel feminino foi tudo menos secundário.


















