Covilhã abraçada por tunas femininas no festival Medicalis

As ruas da Covilhã encheram-se de capas negras no fim de semana de 29 a 31 de maio, com o XII Medicalis – Festival de Tunas Femininas, onde o prémio de “Melhor Tuna” foi conquistado pelo agrupamento da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (TUFEMED).

O evento, organizado pela C’a Tuna aos Saltos – Tuna Feminina da UBI, trouxe até à Beira Interior quatro grupos femininos de várias regiões do país: Tun’ao Minho – Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho, TunaMaria – Tuna Feminina da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova da Lisboa, EST’eS La Tuna Feminina – Tuna Feminina da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, além da TUFEMED.

O XXI Medicalis abriu com uma noite de serenatas, deixando o concurso para a noite seguinte. No sábado, 30 de maio, teve lugar no Teatro Municipal da Covilhã uma noite de espetáculo em que as tunas atuaram e foram a concurso em diferentes distinções.

A união de pessoas de diferentes zonas do país na Covilhã é um dos motivos para a realização do festival, como refere Maria Sabbo, presidente da C’a Tuna aos Saltos: “O objetivo destes festivais é também para dar a conhecer a Covilhã às outras tunas de fora. Acaba por ser uma maneira para as pessoas conhecerem a nossa cidade e chamar essas pessoas para virem aqui mais vezes”. O prémio “Tuna Mais Tuna”, atribuído à EST’eS La Tuna Feminina, segundo critérios de convívio, reflete o espírito académico, a postura, a interação com as outras tunas e o respeito e camaradagem mostrado durante o Medicalis.

“Damos a conhecer às tunas a comida da nossa zona, os licores, os queijos, os enchidos. Depois fizemos um convívio no jardim público”, uma maneira que Maria Sabbo considera aproximar as pessoas que chegam à Covilhã vindas de outros sítios. “Acabam por passar por vários pontos importantes para nós estudantes. E assim também conhecem um pouco da vida académica na Covilhã, que de outra maneira não conheceriam”.

O evento contou ainda com passatempos, como a atuação do grupo de fados de Coimbra “Passatempo” e a apresentação do espetáculo “Zé Mágico”. O convívio encerrou no domingo, depois de um almoço entre todos os envolvidos para assimilar a boa disposição refletida ao longo dos três dias. “São pessoas que fora deste contexto acabarias por não conhecer, e assim acabam por se tornar pessoas até próximas”, conclui Maria Sabbo, sinalizando a parte social destas iniciativas.

As tunas voltaram a encher as ruas de uma cidade que é animada com a presença dos estudantes. Muitos são os alunos que terminam o percurso académico com a aproximação do fim do ano letivo. A diversidade de tradições e costumes espalha-se com a visita de grupos de outras partes do país.

Pode ler também