“O VER+ é um programa que nasceu para promover a saúde visual sob o lema de Valorizar, Educar e Responsabilizar. Nós começámos com ações em 2015, fizemos um estudo piloto, depois apareceu o COVID, tivemos que fazer ali uma pausazinha e agora recuperámos a atividade de uma forma mais alargada e integrada”, explicou Amélia Nunes, professora na UBI e investigadora na área da saúde comunitária.
Segundo a responsável, no início o programa fazia apenas rastreios. Hoje promove também ações de literacia e de mudança comportamental. Este evento na biblioteca teve lugar no dia 06 e a escolha da data “não foi por acaso”. “Esta semana celebra-se a Semana Mundial da Visão, e dia 8 é o Dia Mundial da Visão. Por isso escolhemos esta semana, exatamente para assinalarmos também essa data”, acrescentou.
Ecrãs e postura preocupam
Entre os encarregados de educação presentes estava Amanda Silva. Sem acompanhamento oftalmológico regular para o filho, viu na escola a oportunidade para fazer um rastreio. “Foi um esclarecimento para nos sentirmos mais à vontade neste projeto”, contou.
O filho fez apenas a consulta dos 10 anos, onde foi aconselhado um rastreio visual. Quando a escola divulgou a atividade do VER+, a família decidiu participar.

O principal alerta deixado aos estudantes prende-se com o tempo excessivo em frente aos ecrãs. “É preciso cuidado com o tempo excessivo que passam em visão de perto e a distâncias muito próximas. É normal que deixem cair a cabeça sobre os cadernos e fiquem com posturas pouco corretas, e tudo o que sejam distâncias mais curtas que 30 centímetros, está a criar muito stress sobre o sistema visual. Então, uma das regras é fazer mais pausas e distâncias mais afastadas”, alertou Amélia Nunes.
Meta é repetir os 1.500 rastreios
Quando o projeto foi desenhado, a meta era rastrear 500 crianças em três anos e tratar pelo menos 100. O número foi ultrapassado logo no primeiro ano.
“Conseguimos rastrear 1.500 crianças. Para este ano, espero conseguir atingir os mesmos números. Mais que isso, acredito que seja difícil a nossa equipa conseguir atingir”, afirmou a coordenadora.
O trabalho vai continuar nas escolas da região com novos rastreios e sinalização de casos para consulta, garante.
“Nós continuamos nas escolas a fazer os rastreios, a sinalizar as situações que nos causam mais suspeitas, a chamar para fazer consulta e estabelecer estratégias terapêuticas. Se estão na escola, se pertencem ao segundo e terceiro ciclo, estejam atentos participem quando nós passamos”, apelou.























