Animação e convívio marcam 12º aniversário do Centro de Ativ’Idades

O Centro de Ativ'Idades (CAI) é uma iniciativa com foco no cuidado dos idosos da Covilhã. No mês de novembro foram cumpridos 12 anos desde a sua criação, num evento repleto de diversão.

O local do CAI é no Sporting Shopping Center, um espaço onde as pessoas mais idosas têm a oportunidade se encontrar e passar o tempo de forma diferente. Dina Correia, coordenadora do Centro de Ativ’Idades, explica melhor o conceito do projeto: “Em 2014 pensou-se que tinha de ser criado um espaço a nível institucional para idosos, então construíram um centro de convívio. Eles são autónomos, vivem na casa deles, têm uma agenda bem preenchida todas as semanas. Mesmo os senhores que não entram nas atividades vêm todos os dias, faça chuva, neve, esteja calor, vão sempre jogar às cartas”. 

Rita Manuela encontrou no CAI um espaço de conforto e oportunidade para relembrar os velhos tempos: “Agora digamos que tudo me motiva a vir. No início era tudo uma novidade, ver o que gostava mais. Agora é praticamente quase tudo. Estou há quatro, cinco anos. Aqui completa-me a alegria, também sou amiga de me rir e de conviver, e completa-me porque tenho companhia, há sempre ideias diferentes. Encontrei cá pessoas da minha escola que não via há muitos anos. Transporta-me a tempos antigos”. 

A tarde de festa foi enriquecida por música acompanhada por Paulo Castanha, músico, que refere: “Sinto muito prazer quando vejo esta juventude divertir-se no Centro de Atividades. Eles gostam porque eu também toco música do tempo deles, dos anos 60, dos anos 70, músicas portuguesas.” As pessoas aproveitam para conviver, pôr a conversa em dia, falar dos temas que percorrem o momento e manter o corpo ativo. Dina confessa que só o tempo ensina a reconhecer as pessoas mais velhas: “Só percebi o que era envelhecer quando comecei a trabalhar com idosos. Até lá temos uma ideia deles um pouco estereotipada e que não tem nada a ver. Aprendemos imenso com eles e estou muito grata por ter tido esta oportunidade e continuar”, e mantém o objetivo de expandir a iniciativa: “O meu sonho era espalhar o Centro de Ativ’Idades pelas freguesias todas, mas é preciso ter um coração diferente, acho eu. Acompanhamos diariamente, eles estão em casa e vêm aqui, quando querem, ninguém os obriga, é tudo gratuito.” 

 

As mais diversas atividades ocorrem durante a semana, mas este dia ficou muito marcado pela dança, atividade preferida de João Rodrigues Martins, um dos senhores que frequenta o CAI: “Em casa não consigo dançar como danço aqui.”, e que valoriza a comunidade criada: “Venho aqui pela companhia, amizade, diversão, epá tudo, tudo o que é para sair de casa é bom. É bom para vermos pessoas diferentes, conviver, entender aquilo que cada um deseja, que quer para a vida, é isso”. 

São momentos e histórias de pessoas que já viveram muito e aproveitam esta fase para passarem o tempo da melhor maneira. Ficam os conselhos de Rita e João, de uma geração que passa o testemunho aos mais novos na missão de conhecer o mundo: “Que deem sempre valor às avós porque nós mais velhos gostamos muito de saber que os jovens também gostam, também apoiam e também acompanham. Não se façam velhos, tenham sempre atividades para o bem”, “Em primeiro lugar serem humildes, em segundo lugar saberem escutar o que lhes querem ensinar e depois o resto vem por acréscimo. E nunca desejar para os outros o que não queremos para nós”. 

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