Covilhã projeta segunda piscina municipal para afirmar natação profissional

A Piscina Municipal da Covilhã reabriu as portas após uma obra de fundo superior a 1,4 milhões de euros. Na cerimónia, que assinalou os 156 anos de elevação da Covilhã a cidade, o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, avançou que o município está a pensar projetar uma segunda piscina, de maiores dimensões, para responder à procura e potenciar a prática profissional da modalidade.

A manhã ficou marcada pela presença das entidades oficiais e de vários munícipes. Estiveram no local o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, o presidente da Federação Portuguesa de Natação, Miguel Arrobas, e alguns vereadores do executivo e presidentes de junta. Um regresso simbólico de um equipamento que esteve encerrado desde maio de 2023 por problemas estruturais.

A intervenção incidiu no reforço estrutural do tanque principal, na melhoria do tanque de aprendizagem, já intervencionado em 2022, e na modernização dos sistemas de climatização e de eficiência energética. O objetivo, sublinha Elio Fazendeiro, foi garantir segurança.

“Esta é a piscina da nossa infância. Ficámos privados dela por questões de segurança em 2023 e foi decidido avançarmos para a recuperação desta infraestrutura, procurando criar as condições de segurança necessárias para a sua utilização”, afirmou o autarca na inauguração.

Presente na cerimónia, o presidente da Federação Portuguesa de Natação, Miguel Arrobas, felicitou o município e deixou o recado: “Uma piscina está quase sempre cheia. Mais houvesse, mais crianças, jovens e seniores teríamos a praticar. O investimento numa piscina é olhar para o futuro, na resolução de problemas que ainda existem na aprendizagem e na prevenção de afogamentos”.

O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, reforçou a mesma ideia, lembrando os números que preocupam o Governo: 68 em cada 100 portugueses declaram não praticar qualquer exercício físico e, no distrito de Castelo Branco, 81 em cada 100 jovens entre os 5 e os 35 anos não têm ligação a um clube associativo. “Esta obra da Covilhã é um exemplo de conjugação de vontades”, defendeu.

A cerimónia ficou marcada também pelo momento simbólico dentro de água. A reabertura foi selada com uma apresentação de natação artística protagonizado por uma atleta de ginástica artística.

 

O dia terminou com a voz de quem mais esperava por este momento. Leonardo Costa, 22 anos, covilhanense, fez questão de presenciar a reinauguração. “Aprendi a nadar aqui quando era miúdo. Desde que fechou nunca mais tive um sítio como deve ser para nadar aqui perto. A natação ajuda-me mesmo a relaxar depois das aulas, limpa a cabeça. Vou ser dos primeiros a inscrever-me”, garantiu.

As inscrições online abriram na segunda-feira, dia 26 de outubro, para hidroginástica, mobilização aquática e adaptação ao meio aquático, e a partir do dia 29 para regime livre. A abertura ao público em regime livre está marcada para o dia 2 de novembro.

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