“Ninguém fica para trás”, era o que se lia na faixa que liderava a manifestação. A indignação contra o aumento das propinas ecoou nas ruas da Covilhã, na tarde da passada quarta-feira. O protesto, com início marcado para as 15h00, teve início nos Serviços Académicos da instituição, e tinha como destino a sede da Associação Académica da Universidade da Beira Interior.
Foram mais de 200 estudantes a fazerem-se ouvir e a lutar pelos seus direitos. Sérgio Sorrilha, aluno de Cinema, afirma que para além das propinas, a sua luta também tem outros fundamentos: “O que me motiva a estar aqui é o facto de terem aumentado o valor das residências, e não só das propinas”, conta. Para além das residências, a demora na atribuição das bolsas também condiciona a vida dos estudantes. O aluno de Cinema partilha os problemas que se sucederam com esse atraso:
Há quem enfrente problemas financeiros durante a sua passagem pelo ensino superior, mas também há quem não tenha tentado ingressar pela mesma razão. Sérgio aponta alguns casos: “Tenho amigos que nem sequer concorreram por não conseguirem pagar os estudos fora da zona onde moramos”, afirma.

Apesar de ter os estudos quase concluídos, José Patrício, estudante no mestrado de Psicologia Clínica e da Saúde, defende sobretudo as oportunidades dos estudantes que ainda estão por ingressar no ensino superior: “Este aumento pode fazer com que seja ainda mais difícil de entrar e arcar com os custos que a universidade exige”. “O problema aqui não é só as propinas, mas o aumento de tudo no geral”, acrescenta.
José é grato por ter entrado numa altura em que os preços estavam mais acessíveis e por ter conseguido dispor de apoios para estudar:
O protesto terminou com um apelo: que haja respeito do Ministério da Educação para com os alunos que se esforçam a nível financeiro para poderem estudar. A Covilhã continua a ser uma das cidades universitárias com o custo de vida mais baixo, mas a UBI é também a universidade com o menor investimento por parte do Estado.
































