A Universidade da Beira Interior (UBI) e a Câmara Municipal de Gouveia estabeleceram uma parceria para a criação da Cátedra Vergílio Ferreira, destinada a aprofundar o conhecimento e a divulgação da obra de um dos nomes de referência da literatura portuguesa do século XX.
A nova Cátedra terá uma intervenção alargada no domínio dos estudos vergilianos, contemplando diferentes iniciativas de investigação e divulgação. Entre as ações previstas estão a atribuição de bolsas de estudo a estudantes que desenvolvam trabalhos nesta área, o acesso a fundos bibliográficos e o apoio à permanência de investigadores da UBI e dos seus centros de investigação na Casa Para Sempre, em Melo, para realização de trabalhos de pesquisa.
A iniciativa prevê igualmente o incentivo à edição de estudos e trabalhos científicos, bem como a organização de palestras, conferências, colóquios e congressos. A Cátedra pretende ainda contribuir para a presença da obra de Vergílio Ferreira no meio digital, através do estudo e da divulgação do seu legado e da investigação produzida em torno do escritor.
A coordenação ficará entregue a uma Comissão Coordenadora composta por cinco elementos. Dois serão designados pela Câmara Municipal de Gouveia e outros dois pelo Departamento de Letras da Faculdade de Artes e Letras da UBI. O quinto membro será um especialista de reconhecido mérito na área dos estudos vergilianos, escolhido pelos restantes integrantes da Comissão.
A criação da Cátedra foi formalizada a 4 de outubro, no âmbito da 5.ª edição do Festival Literário “Em Nome da Terra”, iniciativa que assinalou o legado do escritor natural de Melo, no concelho de Gouveia.
O acordo foi formalizado através da assinatura de uma adenda por Jorge Abrantes Cardoso Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Gouveia, e Ana Paula Duarte, reitora da UBI. O documento dá continuidade à colaboração estabelecida entre as duas instituições através de um protocolo celebrado em 1998.
Nascido em 1916, em Melo, Vergílio Ferreira frequentou o Seminário do Fundão e licenciou-se posteriormente em Filologia Clássica. Entre as suas obras mais conhecidas encontram-se Manhã Submersa, publicada em 1954, e Aparição, de 1959. Ambas chegaram ao cinema, respetivamente pelas mãos de Lauro António e Fernando Vendrell. O escritor morreu em 1996, em Lisboa.









