O encontro teve lugar no Núcleo da Real Fábrica Veiga ao longo da manhã do dia 30 de maio. A programação contou com uma visita-guiada pelo museu, acompanhada por música. O instrumento utilizado é o adufe, elemento central da tradição carregada pelas Adufeiras do Paúl ao longo dos anos.
Esta presença procura relembrar a relevância das tradições da comunidade da Beira Interior, numa época em que a indústria moldava a economia da região. A palavra “Wool” remete para lã, matéria-prima característica da zona, que esteve na base da indústria que fez da Covilhã o principal centro português de produção de lanifícios durante séculos. Desenvolvimento que foi favorecido pela abundância de rebanhos na zona, estabelecendo uma forte ligação com a comunidade local.
O quotidiano das populações rurais era marcado por tradições, entre elas os cantares, ritmos e danças. São estas as memórias preservadas pelas Adufeiras do Paúl, de forma a relembrar essa parte da história da Beira Interior.
Andreia Félix, responsável pela visita-guiada e membro da organização pelo Museu de Lanifícios, realçou a importância deste encontro: “Temos uma parceria com muita identidade com a Casa do Povo do Paúl, que tem um grupo de adufeiras que celebra 20 anos de existência. Iniciámos essa celebração com residências artísticas no âmbito do canto”. A ideia foi representar e associar a indústria de lanifícios da Covilhã com os costumes tradicionais da época: “Realizámos esta visita-guiada cantada muito nesse âmbito da celebração das adufeiras. Portanto, nada melhor do que trazê-las cá, envolver a comunidade nesta visita e também as adufeiras com as suas músicas”.
Enquanto a visita foi decorrendo pelas diferentes secções do edifício, houve momentos em que o foco esteve na representação musical das tradições levadas a cabo pelas Adufeiras do Paúl. Este encontro destacou a convivência entre o património industrial dos lanifícios e as tradições populares da Beira Interior.


















