Latada volta a animar as ruas da Covilhã

Foi um dia de festa, alegria e emoções. A Latada é o ponto alto da Receção ao Caloiro da UBI e milhares de estudantes saíram à rua para festejar o fim da praxe académica, com as críticas habituais ao governo, à universidade e aos superiores da praxe.

No dia 7 de outubro, a Covilhã parou mais uma vez para assistir ao cortejo que reúne estudantes dos 29 cursos que praxam na UBI.

Caloiros e superiores juntaram-se num desfile que teve início na Rotunda do Rato e terminou na Praça do Município com a destruição dos carros preparados pelas comissões de Latada. O carro de Ciências da Comunicação teve como base o mapa de um caso de assassinato e as provas eram críticas às residências, colocações de 2.ª fase e órgãos superiores da praxe académica.

A torre do carro de Engenharia Eletromecânica e Inteligência Artificial já é tradicional e todos os anos supera a altura do ano anterior, assim como uma viatura preparada para fazer bifanas durante o cortejo.

Entre os milhares de pessoas que viram o desfile, Mafalda Pereira, estudante do secundário, acredita que as tradições estão de pé e que serão para manter.

“Estas tradições continuam vivas e conseguem juntar os estudantes e os habitantes num momento de alegria. Fez-me sentir ainda com mais vontade de fazer parte da UBI e, um dia, também poder contribuir para manter estas tradições”.

Já José Leal, caloiro de Ciências da Comunicação, admite um conjunto de emoções durante o desfile.

“Foi um misto de sensações. Senti que, por momentos, a minha alma saiu do corpo e captou toda a energia que estava ao meu redor. Os gritos, os sorrisos e as lágrimas são, sem dúvida alguma, memórias que não conseguirei esquecer. Foi a praxe, mas nunca será só praxe”.

A Latada simboliza o fim da praxe e os cursos são avaliados por júris espalhados pelo desfile, que no final da noite escolheram Ciências Biomédicas como curso vencedor da Latada de 2026.

Pode ler também