Sindicato Têxtil celebra 90 anos com concerto “Sempre a construir futuro” no Teatro Municipal da Covilhã

Banda da Covilhã e seis vozes convidadas assinalaram, no domingo, o aniversário do sindicato, os 145 anos de associação de classe e os 85 anos da greve de 1941

O Teatro Municipal da Covilhã (TMC) foi palco, no domingo, 18 de outubro, de um espetáculo comemorativo que juntou música e memória operária. O Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios, Vestuário e Calçado da Beira Interior assinalou os 90 anos de existência, os 145 anos de associação de classe e os 85 anos da greve de 1941, com um concerto que começou às 16h00 sob o lema “Sempre a construir futuro”.

Sob a direção do maestro Carlos Almeida, a Banda da Covilhã acompanhou os cantores Margarida Geraldes, Carlota Matias, Maria Branco, Renato Folgado, Ruben de Matos e Tó Duarte. Em palco, vozes e banda partilharam o espaço com um cenário de projeções que evocava a cidade e o seu passado industrial.

O repertório incluiu homenagens a dois nomes maiores da música portuguesa, Amália Rodrigues e Jorge Palma, e o concerto terminou com “Grândola, Vila Morena”, o hino da liberdade que o público acompanhou.

A organização apresentou o concerto como “mais do que uma celebração”, classificando-o como “um ato de profunda gratidão e memória”. A direção do sindicato quis homenagear gerações de operários, delegados, dirigentes e ativistas, e sublinhar a importância da memória da resistência operária na Covilhã, cidade onde a indústria dos lanifícios marcou a vida económica e social durante décadas.

 

 

A greve de 1941, lembrada nesta ocasião especial, é um dos momentos marcantes da luta dos trabalhadores têxteis da região. A sessão contou com a presença de Marisa Tavares, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Interior, e de Luís Garra, seu antecessor no cargo. Estiveram também presentes Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN, Isabel Tavares, coordenadora da Direção Nacional da FESETE, e Regina Gouveia, vereadora da Câmara Municipal da Covilhã.

Os bilhetes tiveram um preço simbólico de dois euros e estiveram à venda na Ticketline, no TMC e na sede do sindicato, para que a celebração chegasse ao maior número possível de pessoas.

Mais do que um olhar sobre o passado, “o sindicato quis deixar uma mensagem de esperança, de união e de dignidade para quem trabalha no setor, hoje e no futuro”.

 

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