Com os diagnósticos sobre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) a aumentarem em Portugal, Christhianny Oliveira, psicóloga dos Agrupamentos de Escolas Frei Heitor Pinto e do Fundão e doutoranda em Psicologia Clínica e da Saúde deu uma aula aberta sobre PHDA, de modo a alertar e reconhecer os sinais da perturbação e combater este preconceito. A aula ocorreu no dia 1 de junho na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.
Num mês onde se celebra o Dia da Criança, em Portugal há uma maior necessidade de consciencializar as pessoas sobre como uma criança ou adolescente que “não presta atenção” ou que “está no mundo da lua” pode, de facto, estar a passar por uma perturbação de hiperatividade ou de défice de atenção.
Segundo um estudo da Acta Médica Portuguesa, em Portugal, 5 a 7% das crianças e adolescentes em Portugal são diagnosticadas com PHDA, baseado em critérios clínicos. Sendo que dois a três casos da percentagem acima referida, a perturbação continua até à idade adulta.
Estes diagnósticos têm vindo a aumentar, uma vez que há um maior número de instrumentos que permitem aos profissionais agilizarem os processos através de “uma entrevista especifica”, diz Christhianny Oliveira, mas também graças a abertura das pessoas para perceberem realmente a amplitude deste problema.
“Preguiçoso”, “não presta atenção”, “desorganizado”, são exemplos de palavras e expressões com que as crianças que sofrem PHDA são confrontadas diariamente. “Muitas crianças que têm PHDA vivem com preconceito e discriminação”, afirma a psicóloga, que defende o reforço do papel do profissional que atende estas crianças para que elas possam aprender e compreender que o que lhes foi diagnosticado não está relacionado com a incapacidade ou com a falta de vontade.
Consequentemente, os adolescentes que sofrem estes comentários acabam por criar problemas psicológicos, principalmente a baixa autoestima, e em certos casos, são prolongados até à idade adulta.
Além das crianças, têm vindo a crescer também os números de diagnósticos nos adultos, graças a essa abertura de receber a informação. Os adultos tendem a ter mais noção dos prejuízos que a PHDA pode causa a nível conjugal, familiar ou profissional.













































