Vozes catalãs que contam histórias

Momento de partilha cultural da região da Catalunha na UBI reforça a importância da língua no contexto ibérico e europeu
Sebastià Bennasar, autor premiado em pouco mais de 10 ocasiões e que conta com 55 obras publicadas, foi o principal convidado das Jornadas Vozes da Língua Catalã, que teve lugar no Auditório da Biblioteca Central da UBI na passada quarta-feira. Idealizado por Gabriel Magalhães, docente da UBI, e organizado pelo Departamento de Letras da instituição, estas jornadas têm por objetivo ampliar os conhecimentos sobre esta língua, principalmente direcionado aos estudantes de Estudos Portugueses e Espanhóis.
Na apresentação, intitulada “Sempre quis ser selecionador”, Bennasar trouxe um bocado da linguagem futebolística para o campo literário, selecionando os 22 autores mais importantes da cultura catalã, desde o Renascimento até aos dias de hoje. O autor, que mora em Portugal há 4 anos, sentiu que foi o momento de exibir um pouco daquilo que é a Catalunha: “É uma oportunidade para os falantes de catalão começarem a exportar aquilo que é a nossa literatura”.
Dentro da escrita, Bennasar encontrou outras paixões. Trabalhou mais de uma década como jornalista em dois jornais diários das Ilhas Baleares, e mais recentemente como tradutor de obras catalãs para português, e vice-versa. Sobre a sua vinda para Portugal, o escritor afirma que a arte da tradução deve ser muito mais que só fazer o câmbio de palavras:
Entre as variadas línguas faladas em território espanhol, como são exemplos o basco e o galego, Gabriel Magalhães explica que a escolha do catalão para a primeira edição das jornadas visa mostrar que, entre todos, este já foi um idioma de “primeira divisão”, e que merece esse reconhecimento:
Também Francisco Topa trouxe um pouco da literatura catalã, apresentando um pouco da vida e fragmentos de obras de Roman Llull, escritor catalão do século XIII. O docente, com pesquisas mais aprofundadas em literatura brasileira e africana, conta que o interesse pela literatura catalã surgiu há mais de 40 anos, através do convívio com uma jovem de Barcelona que o incentivou a saber mais sobre a língua.
As jornadas terão a sua segunda e última sessão esta semana, com encontro marcado para dia 18 de março, às 9h30, na Biblioteca da Universidade.

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