Acho pertinente começar este artigo com a pergunta que coloco no título. Será a inteligência artificial um amigo que nos ajuda nas tarefas do dia a dia, uma companhia que nos responde às perguntas mais arrojadas, um sábio que nos tira qualquer tipo de dúvida? Ou um inimigo, um vilão que nos incapacita de qualquer sentido crítico, um malfeitor que nos retira a capacidade de pensar por nós próprios ou até um ladrão que nos rouba toda a originalidade humana?
Estes adjetivos não são dados à toa. Vivemos numa era onde plataformas como chat gpt, claude ou gemini dominam os meios digitais e são capazes de nos ajudar em qualquer que seja a tarefa. Seja dentro de escolas, universidades ou empregos de muitos tipos, as diferentes inteligências artificiais estão sempre presentes.
Não podemos julgar a utilização destas plataformas. Afinal, quem não gosta que tarefas que outrora demoravam largos períodos de tempo e exigiam um grande esforço mental apareçam feitas em questão de segundos? Às vezes até a qualidade dos trabalhos é superior quando feito pela IA.
Porém a utilização destas ferramentas, levantam questões éticas relevantes: até que ponto é que, a estes trabalhos feitos por inteligência artificial, pode ser atribuído o mesmo mérito que se atribui a trabalhos que saem pura e exclusivamente da cabeça de um ser humano.
Daí a escrita deste artigo de opinião, quase como um alerta. Considero que a utilização excessiva de inteligência artificial não pode ser normalizada. Não me interpretem mal, a IA dá sim, bastante jeito em certo tipo de tarefas quase como um auxílio adicional, porém não podemos confundir essa prática com trabalhos quase por inteiro feitos por uma plataforma de inteligência artificial.
Sim, o chat gpt sabe mais coisas que nós, porém há coisas que os humanos sempre vão ter a seu favor: a criatividade que nos define, a veia artística que nos distingue e a capacidade crítica que nenhuma IA vai conseguir substituir.
Não nos podemos deixar levar por facilitismos, devemos utilizar estas plataformas como fiéis ajudantes e não como substitutos da nossa capacidade de pensar, criticar e, mais importante, criar



















